Programa de Internacionalização de Empresas de TI

A “nova Softex” anunciou nessa terça-feira, 30/07, em Brasília, com a presença de autoridades governamentais, empresários e representantes de outras entidades do setor de software, a sua inserção ao “Programa de Internacionalização de Empresas de TI (InterCom TI)”, desenvolvido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) desde 2011, em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC).

Nesta parceria com a Apex, a Softex tem nos Estados Unidos o seu principal mercado-alvo. A iniciativa está inserida no objetivo do governo brasileiro de transformar as companhias nacionais de TI em players globais, com destaque para os ecossistemas digitais de alto valor agregado e intensivos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Até agosto de 2014, a Apex-Brasil e a Softex investirão mais de R$13,6 milhões em ações de promoção comercial.

O Programa Inter-Com mostra aos empresários exportadores as oportunidades e os desafios enfrentados pelas empresas brasileiras no processo de internacionalização de seus negócios. Inclui apresentações de acadêmicos ligados à FDC e depoimentos de representantes de empresas com negócios fora do Brasil. Também são apresentadas as ferramentas de apoio à promoção comercial desenvolvidas pela Apex-Brasil.

Mesmo com um mercado interno aquecido, as companhias brasileiras vêm ampliando cada vez mais a sua presença nos principais mercados mundiais. Segundo projeções do Observatório Softex, unidade de estudos e pesquisas da entidade, a receita líquida do país com exportação foi de aproximadamente US$ 1,9 bilhão em 2012.

Nos últimos anos, também o processo de internacionalização das empresas de TI vem se consolidando. Prova disso é que muitas passaram a contar com escritório nos Estados Unidos, entre elas Módulo, Apdata, STA Holding, PHDSoft, Reddrummer e FiberWorks.

Para que as companhias nacionais possam expandir a sua presença no exterior, a Softex, em parceria com a Apex-Brasil, desenvolve desde 2005 o projeto de promoção de exportação do setor de software e serviços de TI. Ele é integrado atualmente por mais de 200 empresas distribuídas em 15 verticais de atuação nas quais o Brasil tem reconhecida competência.

Durante a abertura do evento, o secretário de Política de Informática, Virgílio Almeida, destacou o papel que o governo deseja imprimir na nova Softex. Segundo ele, a proposta do governo, com o apoio da iniciativa privada, será levar de forma mais rápida a tecnologia da informação para os diferentes segmentos da sociedade brasileira. Em sua avaliação, isso “abre o espaço para a Softex dinamizar o uso de software na modernização da economia, através da redução de custos operacionais das empresas e a criação de novos produtos e negócios”.

Também destacou que, junto com os demais organismos governamentais de fomento às exportações e a inovação(Apex, BNDES e a Finep),  a Softex agilizará a criação das condições necessárias para que as empresas de TI  busquem outros países através da internacionalização das empresas. Uma significativa mudança de foco, quando anteriormente a palavra de ordem do governo era “exportar ou morrer”.

Fonte: CdTV -uol