Saiba as oportunidades e carências do mercado de gestão ambiental no Brasil




      

O mercado sustentável brasileiro representa 0,8% do mercado mundial e deve crescer cerca de 5 a 7% ao ano até 2020. O índice é próximo ao crescimento esperado do mercado mundial, estimado em torno de 6,5% ao ano até 2020. Apesar da perspectiva favorável, atualmente as companhias nacionais investem menos de 1% de seu faturamento em tecnologias sustentáveis e a ampliação do investimento depende principalmente de três fatores: custos de equipamentos mais atrativos, a partir da ampliação da oferta doméstica e melhor acesso à importação; maior intercâmbio tecnológico; e harmonização e simplificação da legislação, com fiscalização mais transparente e efetiva.

Estas conclusões fazem parte do estudo “Tecnologias Sustentáveis no Brasil”, realizado pela consultoria Roland Berger Strategy Consultants, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil Alemanha. Iniciado no segundo semestre de 2008, o estudo foi desenvolvido em três partes: pesquisa secundária, pesquisa online com 100 empresas brasileiras líderes de mercado e entrevistas pessoais com 10 das maiores empresas no país.

A maioria dos participantes da pesquisa identificou insuficiências sérias na disponibilidade de tecnologias sustentáveis no Brasil, como equipamentos e tecnologias para redução de emissões atmosféricas, para a promoção de energias renováveis ou eficiência energética ou para a melhoria na gestão dos resíduos sólidos.

Segundo o estudo, em 2007, os investimentos brasileiros em meio ambiente (gestão de resíduos sólidos, água e saneamento e poluição atmosférica) somaram US$ 5,2 bilhões, enquanto os investimentos em energias renováveis foram de US$ 6,7 bilhões.

“Podemos afirmar que houve grandes avanços, mas comparando com a Alemanha, o potencial de crescimento é evidente: o setor ambiental daquele país é cerca de 15 vezes maior que o mercado brasileiro, totalizando aproximadamente US$ 82 bilhões; e os investimentos em energia renováveis giram em torno de US$ 40 bilhões, aproximadamente seis vezes o mercado brasileiro”, analisa Thomas Kunze, sócio da Roland Berger Strategy Consultants.

Embora a sustentabilidade e a preocupação ambiental tenham avançado nos últimos anos, o Brasil ainda enfrenta grandes desafios: o índice de reciclagem é de apenas 12% (comparado com 57% na Alemanha), somente 39% das cidades possuem destinação adequada para resíduos sólidos e o saneamento básico está disponível em apenas 51% dos domicílios . A legislação ambiental também se desenvolveu, mas ainda há espaço para fortalecimento da aplicação de novas regulamentações.

“Esse cenário aponta para grandes oportunidades de desenvolvimento do mercado sustentável no Brasil. Assim, é esperado um crescimento do investimento público no setor, ampliando as oportunidades de parcerias público–privadas (PPPs), concessões e privatizações. Além disso, o Brasil se tornou uma importante força em determinadas tecnologias sustentáveis e deve alavancar esta liderança em escala global”, destaca Thomas Kunze.

“O País possui uma das maiores participações de fontes renováveis em sua matriz energética no mundo, cerca de 46%. Além disso, é o segundo maior produtor de hidreletricidade e líder em biocombustíveis, como etanol, biodiesel e bioquerosene”, afirma Rose, diretor de meio ambiente e sustentabilidade da Câmara Brasil Alemanha.

Oportunidades identificadas

O estudo aponta para amplas oportunidades de investimento em saneamento, tratamento de resíduos urbanos e industriais (separação de materiais, reciclagem e re-aproveitamento térmico) assim como em energias renováveis (biocombustíveis, biomassa e eólica):

• Dentro dos novos marcos regulatórios, haverá muitas oportunidades de privatização ou concessão nos serviços públicos de água e saneamento;

• A tendência é a busca de padrões internacionais de água e saneamento: redução de perdas no abastecimento e aumento significativo de níveis de saneamento;

• Apenas 39% das cidades brasileiras possuem aterros licenciados para depósito de resíduos urbanos. A introdução de melhores práticas de gestão de resíduos sólidos urbanos e industriais são oportunidades de destaque: separação de materiais, reutilização e reciclagem, incineração são tendências que devem se consumar;

• A nova regulamentação, em aprovação pelo congresso, demandará novas tecnologias para separação e tratamento de resíduos urbanos;

• Estímulo ao uso de energia renovável: reforço da utilização de biomassa (como bagaço de cana e outros materiais celulósicos), exploração de pequenos rios / bacias hidrográficas e captura de importante potencial de energia eólica;

• Aumento da eficiência energética: prédios verdes, TI eco-eficiente e materiais verdes.

Impacto da crise mundial

O levantamento identificou que a crise internacional afetará negativamente, num primeiro momento, os investimentos em tecnologias sustentáveis. Para 2009, um terço dos participantes da pesquisa afirmou esperar uma redução de investimentos no ano, enquanto 39% afirmaram que os investimentos serão somente postergados, mantendo o mesmo nível planejado.

Nos próximos cinco a oito anos deve ocorrer um desenvolvimento positivo do mercado de tecnologias sustentáveis. Entre os fatores que contribuem para a expectativa estão o crescimento do mercado de serviços de infra-estrutura (em parte no contexto do PAC) e a crescente utilização de tecnologias mais limpas e eficientes por parte das indústrias. Maiores níveis de educação e conscientização dos consumidores assim como uma atuação mais efetiva das autoridades também ampliarão a atenção a produtos verdes.

Fonte: Administradores

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