Sebrae destaca perfil do mercado de E-commerce no Brasil




      

Região Sul e Sudeste são destaques

O E-commerce Brasil e o Sebrae apresentaram nesta terça-feira (28) a edição 2015 de sua pesquisa anual sobre o comércio eletrônico brasileiro durante o Fórum E-commerce Brasil, que acontece nesta semana em São Paulo.

Segundo o Sebrae, os dados do levantamento reforçam o Sudeste e Sul como duas principais regiões do e-commerce no país, com resultados semelhantes ao que foi observado no ano passado. Em uma questão de múltipla escolha, São Paulo se mostrou ser o principal mercado para 86% dos respondentes. O estado é seguido pelo Rio de Janeiro (71%), Minas Gerais (64%), Paraná (38%) e Rio Grande do Sul (34%).

O resultado está alinhado com o tamanho dos mercados consumidores nestas regiões e com o fato de mais de quatro quintos dos principais centros de distribuição de produtos do país ainda estarem divididos entre Sudeste (58% do total) e Sul (25%) do país. Seguem o Nordeste (10%), Centro-Oeste (5%) e Norte (2%).

“Em termos de venda, as regiões Norte e Nordeste foram as que mais cresceram. Na medida que você avança a infraestrutura de acesso à internet e melhora o nível de conhecimento das pessoas, isso favorece o e-commerce”, explicou o Gerente do setor de e-commerce do Sebrae, Juarez de Paula. “Esse crescimento da Bahia deve se reproduzir depois em Pernambuco, no Ceará, e no Norte, no Pará e no Amazonas”.

Entre os canais para concretização da venda online, os resultados foram semelhantes aos de 2014. A busca orgânica foi o principal meio para 78,9% dos respondentes, seguida pelo e-mail marketing (58,6%), links patrocinados (54,9%) e redes sociais (54,2%).

A pesquisa levantou também pela primeira vez quais os principais segmentos do e-commerce no país, que mostraram o setor de Moda em primeiro lugar, com 33% do total do e-commerce brasileiro. Um dos destaques que surpreenderam representantes do setor foi o aparecimento do de Casa e Decoração, em segundo lugar, com 19% do total de vendas. Completam os cinco principais mercados os produtos de informática (12%), eletrônicos e telefonia (11%) e saúde (10%).

Além disso, o levantamento também detalhou melhor participação das Micro, Pequenas e Médias empresas no e-commerce nacional. Os dados coletados revelaram que quanto menor o empreendedor, maior é o uso do e-commerce: entre os microempreendedores individuais (MEI), 84% afirmaram possuir somente e-commerce, contra 16% que afirmaram usar e-commerce e loja física. Entre as Médias e Grandes empresas, o percentual se inverte: 26% usam apenas o e-commerce, contra 74% utilizando uma combinação de varejo físico e comércio online.

Entre os MEI, as redes sociais também mostraram desempenhar um papel mais importante para as vendas, apontadas como o segundo canal mais importante para concretização de vendas, por 65,3% do votos — atrás apenas do tráfego de busca orgânica, com 72,4% do total. “Essa é a vantagem das pequenas, elas são mais ágeis, têm mais facilidade e mais proximidade com o cliente. Isso é um ponto positivo”, avaliou Juarez. Entre os Médios e Grandes vendedores do e-commerce, as redes sociais ficam em quinto lugar, atrás de ferramentas como e-mail marketing e links patrocinados.

Fonte: Canaltech, 28/07/2015

Autor: Rafael Romer

 


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