Gigantes de TI entram na briga sobre a neutralidade da internet nos EUA




      

Republicanos e Democratas reivindicam regras a seu favor, apoiados por gigantes de TI

Em 15 de maio de 2014, a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês, órgão regulador da área de telecomunicações e radiodifusão) aprovou a proposta para novas regras sobre a neutralidade da internet no país. A autorização de venda de conexões mais rápidas na internet gerou grande polêmica nos Estados Unidos e protestos de que o país estava tentando criar duas internets, uma mais rápida e outra mais lenta.

O princípio da neutralidade defende que a rede deve ser igual para todos, sem diferença quanto ao seu uso. Em uma analogia com a energia elétrica, que também é prestada através de uma rede, não se faz diferença entre o uso de uma geladeira, um microondas e um televisor. A rede não aceita um aparelho e rejeita outro, ou seja, não faz discriminação de uso. O mesmo deve valer para a internet.

Grandes provedoras de serviços de Internet (ISPs – Internet Service Providers) nos EUA, entre elas as provedoras de internet por cabo, como AT&T, a Comcast, a Verizon e a Cox, e as provedoras de serviços wireless, como T-Mobile e Sprint, junto à maioria dos parlamentares do Partido Republicano, são os opositores da neutralidade da rede. Entre os defensores estão as provedoras de conteúdo, como a Netflix, a Amazon, a Apple e a Google, a maioria dos parlamentares do Partido Democrata. A briga é entre “gente grande”, que ganhou reforços nos dias que antecederam a votação da proposta pela FCC: mais de 4 milhões de pessoas enviaram mensagens ao órgão, com pedidos para manter a Internet livre — ou a neutralidade da rede.

A FCC — na linha de pensamento do governo Obama, acredita que, se algumas operadoras de websites tiverem de pagar a mais para levar seu conteúdo aos consumidores, as operações de pequenas empresas ou empresas novas seriam inviabilizadas de fornecimento de conteúdo e também de jogos, músicas e aplicativos. Por isso, se posiciona contra a priorização de algum tráfego na Internet sobre outros.


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