Am. Latina está pronta para atender a demanda de trabalhadores em TI?




      

 Na América Latina a escassez de candidatos e a crescente migração de talentos qualificados para países mais desenvolvidos se apresentam como grandes desafios

Não há dúvidas de que a indústria de TIC segue crescendo na América Latina e no mundo. Segundo o IDC, os gastos mundiais de TI e telecomunicações devem atingir cerca de 4 trilhões de dólares em 2015, dos quais a maior parcela se concentrará em novas tecnologias, como soluções de mobilidade, nuvem e Big Data. Na América Latina, a consultoria prevê que os investimentos em TI crescerão 5,7% este ano.  No entanto, o maior desafio para as empresas de TI na América Latina e em todo o mundo é encontrar e reter capital humano.

A pesquisa de 2014 sobre Escassez de Talentos do Manpower Group coloca os profissionais de TI e engenheiros entre as 10 posições mais difíceis de serem preenchidas. Metade dos 10 países que mais enfrentam dificuldade para encontrar profissionais está na América Latina: Peru, Brasil, Panamá, Argentina e Colômbia. Um fator importante por trás dessa escassez é o baixo número de diplomados latino-americanos com os requisitos necessários para ocupar cargos de TI. Profissionais com formação universitária na região variam dependendo do país, em uma escala que vai de 5% na Costa Rica até 14% na Argentina; a América Latina como um todo está com uma produção defasada de engenheiros.

Bye bye América Latina

O êxodo de profissionais é outro problema fundamental. O já pequeno grupo de talentos qualificados, muitas vezes optam por migrar para outros países em busca de melhores salários e oportunidades de crescimento profissional no exterior. De acordo com o Banco Mundial, cerca de 90% dos migrantes da América Latina e 70% de todos os profissionais com faculdade do Caribe seguem para países da OCDE em busca de melhores oportunidades de trabalho

 Qual é a solução?

Para fazer frente à escassez de competências na região, é fundamental investir em programas de desenvolvimento profissional dos atuais funcionários bem como de novos talentos. Neste sentido há um imenso espaço para empresas que visam o treinamento e aperfeiçoamento de profissionais desta área em todos os países latino-americanos.

Uma solução eficaz seria a gestão de talentos e no planejamento sucessório. Isso quer dizer que quando se contratam recém-formados, é importante investir em treinamentos logo nos primeiros meses, antes de atribuí-los a projetos específicos. Depois de ter contratado um talento, o foco de atenção passa a ser retê-lo. Oferecer estabilidade, meios interessantes de desenvolvimento profissional e oportunidades de crescimento dentro da empresa é essencial para manter os colaboradores no longo prazo. Para os atuais funcionários, a capacitação em novas competências auxilia na motivação e na retenção: depois de concluírem uma tarefa em um projeto, a empresa deve garantir de que estarão prontos para enfrentar o próximo desafio. Parcerias com universidades e governos podem ser uma excelente ferramenta de retenção. Relações sólidas com esse tipo de instituições podem gerar oportunidades de recrutamento e fortalecem a lealdade dos funcionários.

Fonte: Canaltech, 08/2015


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